links favoritos

 

 

cervejas excêntricas

O que acha de cervejas a saber a vinagre ou a framboesa? E que tal cervejas que apenas são produzidas no Natal ou em Outubro, difíceis de encontrar em qualquer outra época do ano? E estilos quase em vias de extinção, apenas com três ou quatro marcas ainda disponíveis? Muitos outros exeplos existiriam para lhe explicarmos o porquê de considerarmos os tipos de cerveja abaixo listados como excêntricas. Não nos alongaremos muito nesta introdução pois a descrição de cada um dos estilos será suficiente para se aperceber das características muito espécificas de cada um deles. O único conselho que lhe deixamos é o de manter o espírito aberto ao experimentar qualquer um destes estilos. Poderá vir a beber cervejas com sabor a cereja, hortelã-pimenta ou até chocolate!

Barley Wine - Apesar do nome, a Barley Wine é uma autêntica cerveja, forte e intensa. De facto, faz parte dos estilos de cerveja mais fortes. Viva e frutada, por vezes doce, por vezes ácida, é, no entanto, sempre altamente alcoólica. Uma cerveja com esta força e complexidade pode ser um desafio para o palato. A sua cor varia entre o âmbar e o castanho escuro, sendo que os aromas vão desde o frutado até ao carácter acentuado do lúpulo. É uma cerveja espessa, onde o álcool é facilmente perceptível, apesar dos sabores a fruta, resina ou lúpulo que o acompanham. Apresenta um volume alcoólico entre 7% e 12%. As variedades inglesas de Barley Wine são bem diferentes das americanas, já que estas últimas costumam ter um sabor mais marcado a lúpulo (por vezes em demasia!), sendo que as inglesas apresentam um melhor equilíbrio entre malte e lúpulo. A maior parte das Barley Wine podem ser conservadas e envelhecidas, como se de um bom vinho se tratassem. A experimentar: AleSmith Barrel Aged Old Numbskull; Victory Old Horizontal; Dogfish Head Olde School Barleywine.

Bière de Garde - Bière de Garde, ou cerveja para guardar, é um estilo pouco comum, sendo que em Portugal é mesmo inexistente. A sua cor varia entre o amarelo dourado e o castanho-claro, possuindo um aroma maltado e um sabor ligeiramente doce e caramelizado também devido ao malte, com alguns exemplares a apresentarem alguma acidez devido à presença do lúpulo. A presença do álcool é evidente, havendo a possibilidade de se encontrar alguns sabores a fruta. O volume alcoólico varia entre 6% e 8% e é uma cerveja que melhora com a idade. A experimentar: Southampton Bière de Garde (French Country Christmas Ale); Jolly Pumpkin Bière de Mars; Dupont La Bière de Beloeil.

Bitter - As Bitter surgiram como uma reacção das cervejeiras à proliferação de produtos sem personalidade e meramente comerciais. Na sua maioria, possuem uma cor que pode ir do amarelo-dourado até ao âmbar, pouco gás e um forte sabor azedo. Curiosamente, esta última característica não lhe é transmitida pelo lúpulo, que não é muito intenso neste tipo de cervejas. O aroma é algo frutado, bem como o sabor, sendo que o volume de alcool costuma ser baixo (entre 3% e 5%) e pouco perceptível. São excelentes para acompanhar bifes e marisco. A experimentar: Oakham Raucous Reindeer; Dark Star Golden Gate; Coniston Bluebird Bitter.

Black & Tan - Este termo aplica-se a produtos em que a cervejeira misturou, antes do engarrafamento, uma ale escura com uma ale mais clara ou mesmo com uma lager, algo que aqui em Portugal se designa por uma mista. Por esta breve explicação nos apercebemos que não se trata de um estilo clássico ou convencional. Foi, antes sim, o fruto da busca incessante das cervejeiras por criar produtos modernos e que estejam de acordo com as novas tendências, verificadas nos cafés e bares onde é habitual as pessoas pedirem para misturar uma cerveja clara com uma cerveja mais escura. A experimentar: Saranac Black & Tan; Mississippi Mud Black & Tan; Berkshire Shabadoo Black and Tan.

Chile Beer - As Chile Beer são outro estilo moderno e em franca expansão. Podem ser ales ou lagers às quais foi adicionado um elemento picante, proveniente de pimentas ou malaguetas. O mais comum é esse picante ser fornecido pelos jalapenos, ingrediente muito utilizado na cozinha mexicana. Apesar de divertidas, é raro encontrarmos um resultado final que seja satisfatório, isto se pensarmos em termos de qualidade da cerveja. A experimentar: Rogue Chipotle Ale; Winkoop Patt's Chile Beer; Rock Bottom Cinco de Mayo.                     

Cider - Não sendo propriamente uma cerveja, fazemos aqui referência à Sidra por ter um processo de produção muito semelhante. Feita de sumo de maçã fermentado, o seu sabor e aparência variam muito, consoante o local onde são produzidas. As Sidras inglesas são secas, frutadas e possuem pouco gás, enquanto as que são elaboradas na Normandia são mais doces e efervescentes. Os Estados Unidos e o Canadá são também dois países onde existe uma boa produção deste tipo de bebida. Infelizmente, é relativamente fácil elaborar bebidas parecidas com sidra, mas que pouco ou nada têm a ver com estas, já que possuem muito açucar e aromas falsos. A experimentar: La Face Cachée de la Pomme Frimas Ice Cider; Cidre Dupont Réserve; Rubis de Glace.

Flemish Sour Ale - Este é um estilo muito peculiar pelo qual, confesso, não nutro grande simpatia. Não quer isto dizer que as Flemish Sour Ale não sejam cervejas de qualidade. Muito pelo contrário: é habitual encontrá-las extremamente bem classificadas em livros e sites que se dedicam à avaliação de cervejas. Todavia, o seu sabor ácido e, em geral, avinagrado, está bem longe do sabor que eu espero encontrar numa cerveja que considero boa. Apesar de tudo, acredito que com o tempo se possa aprender a gostar deste estilo. Podem variar entre o vermelho e o castanho, com álcool entre os 4% e os 8%, sendo que o seu forte sabor a vinagre e fruta lhes é conferido por um fermento especial. São cervejas bastante complexas, produzidas segundo métodos muito antigos, estagiam algum tempo em cascos de carvalho e o resultado final é, habitualmente, o resultado da mistura de cervejas novas com outras mais antigas. A experimentar: Panil Barriquée; Rodenbach Grand Cru; Liefmans Goudenband.

Fruit Beer - Esta designação aplica-se quer a ales, quer a lagers, desde que sejam feitas a partir de fruta. A cor, aroma, sabor e outras características variam muito, pois dependem da fruta que é utilizada na sua confecção. Que me recorde, já bebi Fruit Beers de ameixa, maracujá, cereja, framboesa, entre muitas outras. Em comum, têm o facto de serem cervejas com baixo volume alcoólico e que devem ser servidas muito frias (e preferencialmente no Verão), já que têm tendência de se tornarem algo doces. A experimentar: New Glarus Belgian Red; Chapeau Mirabelle; Floris Ninkeberry.

Gose - Um estilo predominantemente alemão, com grandes e antigas tradições na cidade de Leipzig, caracteriza-se por ser uma cerveja fresca, loura e opaca. As Gose são cervejas de trigo, não filtradas, extremamente refrescantes e, acima de tudo, muito raras. Em termos comerciais apenas conheço duas marcas que ainda vendem este estilo e, infelizmente, trazê-las para Portugal é pouco menos que impossível. A experimentar: Bayerischer Bahnhof Original Leipziger Gose; Bauer Goedeck Dollnitzer Ritterguts Gose; Draught House Gose.

Happoshu - Tipicamente produzida por cervejeiras japonesas, a Happoshu é uma bebida de malte altamente gaseificada. Não sendo propriamente uma cerveja, é taxada de maneira diferente desta última, pelo que se torna um produto ainda mais acessível em termos económicos, sendo que isso explica o seu alto grau de sucesso no país de origem. Para tornar a bebida ainda mais barata, é habitualmente vendida em lata. A experimentar: Gokunama Happoshu; Namashibori; Draft One.

Kvass - É uma bebida típica da Rússia e de muitos países do leste europeu, cujas origens remontam ao século XVI. Não se podendo considerar propriamente uma cerveja, mas sim algo muito similar, a Kvass é elaborada a partir de cereais - centeio, cevada, trigo, etc - aos quais é habitual juntar-se açucar, bagas ou frutos. É, basicamente, a fermentação de qualquer coisa que se tenha à mão com fermento simples de padeiro, o que dá uma bebida agradável, barata e de baixo teor alcoólico (entre 0.5% e 2.5% ABV). A experimentar: Kimmel Maizes Kvass; Portsmouth Kvass Rye Ale.

Lambic-Faro - A Faro é uma mistura de lambics à qual é adicionado açucar, de modo a que se torne mais leve, doce e saborosa. Podem ser "condimentadas" com pimenta ou casca de laranja, apesar destes géneros não terem grande aceitação. Tornam-se, em geral, demasiado doces, pelo que se aconselha a servi-las bem frescas e acompanhadas com algo salgado. Pode-se dizer que é mais um aperitivo do que propriamente uma cerveja. A experimentar: Drie Fonteinen Faro; Cantillon Faro; Lindemans Faro.

Lambic-Fruit - Na maior parte das vezes apenas designada por Lambic (sem o fruit), este tipo de cerveja é muito peculiar, não só pelo processo de fabrico, como pelo facto de ser um dos estilos mais antigos e mais complexos ainda hoje em produção. De facto, à cerveja inicial são adicionadas frutas inteiras depois da fermentação espontânea ter começado. A fermentação é feita por fermentos e microorganismos que se encontram nas caves onde estas cervejas são produzidas, sendo que as fábricas se encontram, maioritariamente, na região à volta de Bruxelas. Conta-se que as caves que albergam Lambics nunca são limpas, para não alterar o equilíbrio dos bolores, tão essenciais ao processo de desenvolvimento da cerveja. Posteriormente ao início do processo de fermentação, as Lambics são envelhecidas em barris de madeira por períodos que vão de um ano até três. Quanto à fruta utilizada, as mais comuns são as Kriek (cerejas), Framboise (framboesas), Pêche (pêssego) e Cassis (groselhas pretas), apesar de, actualmente, existirem muitas novas marcas que utilizam frutos exóticos. Relativamente ao sabor, o destaque vai, obviamente, para a fruta, notando-se pouco o sabor do malte ou do lúpulo. O nível de álcool também é baixo, não ultrapassando, em geral, os 5%. As Lambics feitas pelo método tradicional são designadas por "Oud", sendo mais ácidas do que as Lambics mais novas, mais viradas para as vendas e por isso mais doces e balanceadas. A experimentar: Cantillon Lou Pepe Pure Kriek; Drie Fonteinen Schaerbeekse Kriek; Girardin Framboise.

Lambic-Gueuze - A Gueuze é uma lambic tradicional, feita a partir da mistura de lambics novas com velhas e sem a adição de fruta. As lambic mais velhas têm um carácter refinado, o que ajuda a retirar alguma aspereza às lambics novas, assegurando também que não se irá sentir nenhum sabor indesejado, fruto da fermentação expontânea característica deste estilo. Na sua maioria são filtradas e algumas chegam a ser pasteurizadas. Após o engarrafamento, podem passar por um períodode envelhecimento que, em algumas marcas, chega atá aos 3 anos. Acima de tudo, as Gueuze são estruturalmente muito complexas, secas e únicas, podendo os melhores exemplos deste estilo ombrear com um bom champanhe sem qualquer tipo de vergonha! A experimentar: Oud Beersel Oude Geuze; Drie Fonteinen Oude Geuze; Cantillon Goldackerl Gueuze.

Lambic-Unblended - Podemos considerar as Unblended como as Lambic no seu estado mais puro. Raramente comercializadas, a sua degustação só é possível junto dos produtores de Lambics, que realizam provas de cervejas e visitas guiadas às suas explorações. Um dos poucos casos que conheço de uma Unblended que é comercializada vem da firma Cantillon e que excelente exemplar este é: a Cantillon 1900 Bruocsella Grand Cru. As Unblended são muito susceptíveis e as suas características podem variar de barril para barril, mesmo que estejam lado a lado! Também são envelhecidas, por forma a reduzir a sua natural acidez e há produtores que gostam de lhe misturar frutos para as tornarem mais acessíveis ao gosto comum. Têm sabores próximos das cidras e do vinho branco, sendo quase nula a presença de lúpulo. Podem variar entre 3% e 6% ABV. A experimentar: Cantillon Jonge Lambic Cognac; Iron Hill Lambic; De Cam Oude Lambiek.

Mead/Hidromel - Tal como a sidra, as Mead não são cervejas, apesar de também passarem por um processo de fermentação. De carácter forte e alcoólico, utilizam o mel para ajudar a fermentar e o seu sabor é-lhes dado pela adição de frutos ou cereais, sendo que neste último caso tomam a designação de Braggots. Existem ainda outros estilos como o Fruit Melomel e o Metheglin. A experimentar: Apis Poltorak Jadwiga; Dansk Mjod Vikingernes Mjod; Triumph Honeymoon Braggot.

Oktoberfest/Marzen - Antes da refrigeração artidficial, era quase impossível produzir cerveja no Verão, devido às altas temperaturas e às infecções bacterianas que deturpavam as cervejas. Desse modo, a produção acabava na Primavera e só recomeçava no início do Outono, pelo que Março (Marzen) era um mês de grande importância. Estas cervejas eram produzidas de modo a que aguentassem o calor do Verão sem perder as suas qualidades, sendo que para isso eram armazenadas em locais secos e frios. Em termos de aspecto, têm cores que variam do âmbar até ao acobreado, enquanto que o aroma e o sabor revelam  forte presença de malte, o que lhes dá uma característica doçura. A presença do sabor do lúpulo é pequena, pelo que não se trata de uma cerveja com tendências muito azedas. O álcool varia entre os 4% e os 7%. O nome Oktoberfest refere-se à grande festa da cerveja que tem lugar todos os anos em Munique e onde a cerveja rainha é a Marzenbier. A experimentar: Paulaner Oktoberfest Marzen; Alley Kat Ein Prosit!; Burgerbrau Wolnzacher Oktoberfest-Bier.

Premium Bitter - As Premium Bitter, também conhecidas por ESB (Extra Strong/Special Bitter) tiveram origem na grande concorrência que havia neste sector das cervejas, facto que levou ao desenvolvimento de exemplares cada vez mais fortes, quer em sabor, quer em volume alcoólico, chegando a atingir os 7% ABV - Average alcohol by volume. Possuem cor dourada a acobreada, pouco gás e sabor intenso a malte torrado, podendo-se também notar a presença de frutas. A designação ESB é mais utilizada nos EUA, devido à influência da Fuller's ESB, uma das primeiras cervejas a ser exportada para este país. A experimentar: Shlafly Winter ESB; Fullers ESB; Wells Bombardier.

Pumpkin Ale - Muitas vezes lançadas como bebida outonal, as Pumpkin Ale (Ale de abóbora) podem ser muito variadas. Há produtores que optam por adicionar pedaços de abóbora à mistura, enquanto outros usam puré ou simplesmente aromas. É também usual utilizar outros sabores para condimentar estas cervejas: gengibre, cravo-da-Índia, canela, entre outras especiarias. São cervejas de difícil produção e que podem levar um mestre-cervejeiro à loucura. É claro que existe aqui um pouco de exagero mas é comum contarem-se histórias de produtores que andaram à procura de uma receita de qualidade durantes largos anos, ao fim dos quais não tinham obtido qualquer sucesso. Os resultados são, em geral, algo doces e com um elevado teor alcoólico. A minha experiência mais recente foi a 'T Smisje Halloween, uma cerveja com 9% ABV, algo doce mas extremamente agradável. A experimentar: Great Pumpkin Ale; Smuttynose Pumpkin Ale; Post Road Pumpkin Ale.

Rye Beer - Não se devendo confundir este estilo com as Roggenbier germânicas, as Rye Beer (cervejas de centeio) têm a predominância do sabor deste cereal nas suas características. Outros ingredientes são utilizados, mas o forte carácter do centeio dá a este tipo de cerveja uma grande personalidade. Apesar disso, a procura não é, em geral, grande, pelo que a oferta deste tipo de cerveja é um pouco limitada. A experimentar: Founders Red's Rye; Johnny "Blood" McNally Red Ale; Carlsberg Semper Ardens Winter Rye.

Sahti - É considerado um dos estilos mais antigos da Europa Ocidental, com raízes na Finlândia e tipicamente de origem caseira. Começou a ser produzida no início do século XVI por camponeses e o método de elaboração actual não foge muito ao que era naquela época. O resultado final fica próximo das German Hefeweizens apesar de, em termos de produção, assemelharem-se mais às Lambics belgas por serem fermentadas por bactérias e elementos existentes na atmosfera. A experimentar: Lamin Sahti; Finlandia Sahti; Goose Island Sahti.

Saison - Típica cerveja caseira, as Saison eram produtos elaborados no Inverno para consumo no Verão, dadas as dificuldades de refrigeração já aqui faladas. Sendo um estilo complexo, não muito ao gosto comercial, tem vindo a sofrer de algum esquecimento, com o fecho de pequenas explorações que se dedicavam à sua produção. Possuem aroma e sabor frutado (habitualmente de citrinos), sendo que a adição de várias especiarias e ervas lhe dá um carácter meio-seco e ligeiramente ácido. Muito frescas e com bastante gás, acompanham bem refeições condimentadas, queijos e carnes em geral. A experimentar: Southampton Saison; Fantôme Saison; Saison Dupont Vieille Provision.

Spice/Herb/Vegetable - Neste grupo podemos incluir qualquer lager ou ale produzidas a partir de ervas, especiarias ou vegetais, sendo que o sabor adicionado costuma ser bem perceptível quer no aroma, quer no sabor. A grande diversidade de ingredientes que podem ser utilizados faz com que a cor, aroma, sabor, textura e volume alcoólico variem substancialmente de marca para marca. De facto, há indústrias cervejeiras que na ânsia de inovar, são capazes de atirar qualquer coisa para dentro da mistura, desde gengibre a abóbora, passando por canela, nozes e pimenta. É um estilo de cerveja jovem e fresco, não aconselhado para aqueles que acham que cerveja tem de ser "loura e estupidamente fresca". A experimentar: Baladin Nora; Traquair Jacobite Ale; Craftsman Triple White Sage.

Winter Warmer - Cerveja tipicamente de Inverno, doce e maltada, é uma das favoritas dos conhecedores para os aquecer nas noites frias dessa estação. A presença do lúpulo não é muito pronunciada, apesar do seu carácter ser, por vezes, perceptível em determinadas marcas. O teor de álcool varia entre 6% e 8% ABV. A experimentar: Hitachino Nest New Year Celebration Ale; Samuel Adams Winter Lager; Avery Old Jubilation Ale.

Google