história da cerveja - em portugal
A história da cerveja em Portugal é já
bastante antiga. Muitas tribos que por aqui passaram produziam bebidas que,
poderemos considerar, eram parentes afastadas das cervejas. Estudos
arqueológicos recentes demonstram que os
Lusitanos, povos pré-romanos que
habitaram a Península Ibérica, viviam essencialmente de uma agricultura
rudimentar, do pastoreio e da recolha de produtos que a natureza oferecia.
Como relatou
Estrabão, alimentavam-se
de carne de cabra e faziam pão de lande, e não de cereais; usavam
manteiga em vez de azeite, bebiam água e uma espécie de cerveja de cevada, pois
o vinho era apenas usado em festins. Após a derrota dos Lusitanos e de outras
tribos que habitavam a
Península Ibérica pelos conquistadores Romanos, a história da cerveja passa
por um período de obscurantismo pois, como já fizemos referência na história da
cerveja na Antiguidade, os romanos davam preferência ao vinho. Só com a queda do
Império Romano do Ocidente e a chegada dos povos bárbaros, como Suevos, Alanos e
Visigodos, se voltou a consumir cerveja, ou algo com ela parecido, em
quantidades significativas. A passagem dos Árabes pela Península Ibérica não
trouxe grandes novidades à produção de cerveja. Só com a conquista levada a cabo
por
D. Afonso Henriques e terminada pelos seus descendentes, se implantou uma
cultura que possibilitava a produção e consumo de cerveja. Muito das vitórias
que os nossos reis obtiveram se ficou a dever à ajuda de nobres estrangeiros
que, vindo atrás de fama e riqueza, lutaram ao lado dos primeiros portugueses na
conquista de terra aos mouros. Após as batalhas, os reis davam parcelas de terra
a esses nobres para que aí se fixassem e começassem o repovoamento e
aproveitamento agrícola. Ora, sendo muitos deles originários da Europa Central,
não é de estranhar que cultivassem cereais que seriam posteriormente utilizados
na produção de cerveja.
No século XVII, há já notícias de se consumir cerveja em quantidades assinaláveis, isso se reflectindo no facto de haver nessa época um local em Lisboa denominado Pátio da Cerveja, situado na antiga freguesia da Conceição Nova. No entanto, o consumo desta bebida não era tão pronunciado como em outros países europeus. Há um relato histórico curioso da chegada da Infanta D. Catarina de Bragança a Portsmouth, por motivo de se ir casar com o rei inglês. Tendo aportado a essa cidade inglesa, após uma viagem longa e difícil, ficou hospedada em King's House e aí ficou retida por algum tempo devido a uma infecção na garganta. Nessa altura, o médico da corte recomendou darem-lhe um copo de cerveja, bebida já vulgar em Inglaterra. D. Catarina recusa e com a garganta a arder e muita febre pede, em espanhol, uma chávena de chá, o que deve ter provocado uma enorme perturbação entre os presentes, pois o chá não era bebida conhecida na corte. O chá, hoje a bebida oficial do Reino Unido, foi, como sabemos, introduzida por esta nossa rainha na corte inglesa! Este pequeno apontamento serve apenas para retratar o facto da cerveja ter entrado tarde no gosto dos portugueses.
Na era moderna da indústria cervejeira
portuguesa, duas empresas ganham claro destaque: a Centralcer e a Unicer. Por
uma questão meramente alfabética vamos começar pela Central de Cervejas/Centralcer. Tudo
terá começado em 1836, altura em que foi fundada em Lisboa a
Fábrica da Cerveja
da Trindade, instalada na Rua Nova da Trindade. A esta, várias outras se
seguiram, propiciando um clima de grande concorrência entre estas pequenas
empresas produtoras de cerveja. Quase um século depois, mais propriamente em
1934, nascia a
Sociedade Central de Cervejas (SCC), fruto da associação da
Companhia Produtora de Malte e Cerveja Portugália, da Companhia de Cervejas
Estrela, da Companhia da Fábrica de Cerveja Jansen e da Companhia de Cervejas de
Coimbra. Um ano mais tarde, o património da Fábrica de Cervejas Trindade,
incluindo a sua cervejaria, é integrado na SCC, sendo que
a produção de cerveja
desta sociedade atinge, por essa época, os 5,1 milhões de litros. A marca
Sagres
surgiria em 1940, aproveitando-se
então o clima de relativa euforia que se vivia no país devido à realização da
Exposição do Mundo Português. Procurando ocupar os diferentes segmentos de
mercado, a SCC criaria em 1941 a Imperial, uma marca de luxo que ainda hoje é
sinónimo de cerveja de barril servida a copo. Tendo em conta a excelente
aceitação destas marcas no mercado nacional, iniciou-se a exportação de cerveja,
tendo como principais destinatários os
Territórios Ultramarinos. Mais uma vez o
sucesso foi imediato, facto que contribuiu para a criação da CUCA - "Companhia
União de Cervejas de Angola, Sarl", participada pela SCC e pela CUFP -
"Companhia União Fabril Portuense".
Os anos 60 foram de grande intensidade
para a SCC, não só devido à crise nas colónias, como também pelas
inúmeras
actividades comerciais e industriais que a sociedade levou a cabo. É dessa época
o famoso slogan do poeta José Ary dos Santos: "Cerveja Sagres, a sede que se
deseja". Em 1968 começa a produção na fábrica de
Vialonga, a maior unidade fabril do país dedicada à produção de cerveja,
garantindo a cobertura total dos mercados interno e externo. A nova fábrica,
inaugurada a 22 de Junho, representou um investimento de 360 mil contos e tinha
capacidade para produzir 110 milhões de litros de cerveja, 21 milhões de litros
de refrigerantes e 50 mil toneladas de malte. 1969 também foi de grande
importância, já que nesse ano terminou a política de condicionamento industrial
que vigorava desde 1931! Tal facto possibilitou o aparecimento de novas unidades
industriais e a área das bebidas não foi uma excepção. São assim constituídas a
Cergal - "Cervejas de Portugal, Sarl", a Copeja, em Santarém, onde é produzida a
marca Clok e a Imperial, em Loulé, onde é fabricada a Marina.
A década de 70 foi um período bastante
conturbado não só para a SCC como para o próprio país. Com o
25 de Abril de
1974, muitas empresas são nacionalizadas e a SCC não foge a essa regra. Para
além disso, o novo governo de Angola confisca a CUCA, pelo que grande parte da
estrutura industrial do sector cervejeiro desapareceu, pelo menos do modo como o
conhecíamos. A reestruturação do sector faz-se mediante uma operação de fusão,
onde as cinco
maiores empresas do continente são agrupadas em duas:
a
Centralcer – Central de Cervejas EP englobando a
Sociedade
Central de Cervejas e a Cergal – e a Unicer, que une a CUFP, a Copeja e a
Imperial. Os anos 80 não foram inicialmente muito
fáceis, devido às dificuldades do próprio país e ao incumprimento de sucessivos
governos relativamente às obrigações a que se tinham comprometido com a SCC. A
luz ao fundo do túnel só viria a aparecer em 1989, ano em que a cerveja Sagres
se destaca como líder de mercado, com uma quota de 45%, surgindo igualmente os
primeiros rumores de que o governo tinha a intenção de privatizar a empresa.
Esta situação tornar-se-ía realidade em 1990, com a privatização de 100% do
capital da empresa. Entrávamos então numa época de reestruturação e expansão, com
o lançamento de marcas como a Jansen (sem álcool), Imperial (neste caso um
relançamento) e as cervejas dos clubes
Benfica,
Sporting e
Porto.
No novo milénio a SCC foi adquirida por um dos maiores grupos cervejeiros europeus, a Scottish & Newcastle, empresa que controla marcas como as belgas Maes e Grimbergen, a grega Mythos, a francesa Kronenbourg, entre muitas outras. Actualmente, o seu portfolio inclui as cervejas Sagres, Sagres Preta, Sagres Bohemia, Sagres Zer0% (nas versões branca e preta), Imperial, Jansen, Jansen Preta e ainda marcas internacionais como a Foster's, Grimbergen, Kronenbourg, Beamish, Bud e John Smith's. Em 2006 foi igualmente lançada a Sagres Bohemia 1835, uma edição limitada de 1 milhão de garrafas, destinada a celebrar simultaneamente um ano de sucesso da Sagres Bohemia e a data que assinala o início de produção de cerveja na Cervejaria da Trindade.
As últimas novidades passaram pela introdução da Sagres Chopp, uma cerveja extremamente leve e fresca, bem ao gosto da crescente comunidade brasileira que vive em Portugal, a Sagres Bohemia D'Ouro e a Sagres Limalight (cerveja feita com extractos naturais de limão e com baixo teor de álcool - 4,0% vol.) que existe também na versão Zer0% (sem álcool). Clique aqui para ver a evolução das garrafas da cerveja Sagres desde 1940 até à actualidade.

Como já referimos, a grande concorrente da Central de Cervejas é a Unicer. A sua origem remonta a 1890, época em que as seis fábricas de cerveja existentes no Porto (Fábrica da Piedade, Fábrica do Mello, M. Achevk & Cia., J.J. Chentrino & Cia., J.J. Persival & Cia. e M. Schereck) e a Fábrica de Ponte da Barca foram integradas numa única empresa, a Companhia União Fabril Portuense das Fábricas de Cerveja e Bebidas Refrigerantes (CUFP). Apesar dos problemas iniciais, como foram a mudança de instalações, a dificuldade em encontrar matéria-prima de qualidade e de adquirir o know-how necessário à elaboração de uma cerveja de categoria, a CUFP lá foi crescendo, sendo que em 1920 iniciou a contratação mão-de-obra feminina e a substituição das galeras puxadas por bois por camiões. Em 1926 começa a ser reconhecida a boa qualidade da cerveja da companhia, através da obtenção do Grand Prix e de três medalhas de ouro na Exposição Industrial que se realizou em Outubro desse ano no Palácio de Cristal. No entanto, esse ano marca também a entrada das cervejas de Lisboa no mercado do norte para concorrerem com a Christal.
Os anos 30
marcam o início da aposta da CUFP no mercado do sul do país. Para apoiar essa
expansão, duas novas marcas de cerveja são lançadas: a Super Bock e a Zirta, uma
cerveja morena entre a branca e a preta, logo seguidas pelo aparecimento da
Nevália, uma cerveja que existiu apenas durante os anos da
2ª Grande Guerra e
que serviu para preservar as outras marcas face à deficiente qualidade das
matérias-primas. Em 1941 surge também a Vitória, marca
da qual se venderam grandes quantidades para apoiar os soldados aliados que se
encontravam em Gibraltar. Para além da aposta no mercado nacional, a CUFP também
participa no capital social da CUCA, empresa de cervejas de
Angola da qual já
tivemos oportunidade de falar aquando da história da Central de Cervejas. O
crescimento da empresa era constante e em meados da década de 50, a CUFP
produzia mais de três milhões de litros e as receitas atingiam o valor recorde de
28 milhões de
escudos. Por esta altura, a CUFP produzia as marcas
Cristal, Super Bock, Invicta Negra,
Invicta Cola, Além-Mar e Zirta.
A construção de uma nova fábrica em Leça
do Balio foi um marco extremamente importante na história da Unicer, então ainda
CUFP. O dia 13 de Março de 1964 marcou a data da produção da primeira cerveja
preta na nova fábrica e, a 20 de Março, foi a vez da primeira cerveja branca. O
aumento da produção significou também o aumento das vendas e dos lucros. Essa
fase de crescimento só viria a ser limitada pela decisão de nacionalização da
empresa, tomada pelo
Movimento das Forças Armadas na sequência da Revolução de
25 de Abril de 1974. Seguiu-se um período de reestruturação do sector até que a
1 de Junho de 1977 o Conselho de Ministros decidiu criar duas
empresas públicas para esta área, surgindo assim no final do ano a Unicer -
"União Cervejeira, E.P.", resultado da
fusão da CUFP com a COPEJA (localizada em Santarém) e com a IMPERIAL (localizada
em Loulé) e ainda com a RICAL (fábrica de refrigerantes em Sta. Iria da Azóia).
Esta nova sociedade ficou sediada nas instalações da ex-CUFP, em Leça do Balio.
Ainda em 1977, as cervejas Cristal
e
Super Bock obtêm medalhas de ouro no concurso “Monde Selection de la Qualité”,
que se realizou no Luxemburgo, sendo que, no ano seguinte, se chega a um acordo
com a United Breweries para o início da produção da cerveja Tuborg.
A década de 80 é um período de consolidação da empresa, com a modernização dos processos de fabrico e distribuição e a introdução de novas marcas e novos produtos. Em 1982 foi decidido alargar a comercialização da Cristal a todo o país, ao mesmo tempo que se abandonavam as marcas Clok e Marina. E em 1986 a empresa torna-se mesmo líder de mercado, com uma quota de 50,8%. Três anos após este marco histórico, a empresa é privatizada, sendo vendido 49% do seu capital, numa acção que decorreu na Bolsa de Valores do Porto. Um ano depois seriam vendidos os restantes 51%. Deste modo, no início dos anos 90 a empresa tornava-se totalmente privada. Entretanto, novos produtos foram lançados como sejam os casos da Carlsberg, da Nautic Light (cerveja de baixas calorias), da Cheers (cerveja sem álcool), da Tuborg 7.2º e da Cool Beer, marcas que permitiram à firma reforçar a sua posição de empresa líder do sector. Actualmente, a Unicer comercializa as marcas: Super Bock, Super Bock Stout, Super Bock Green, Super Bock Twin, Cheers, Cheers Preta, Carlsberg, Cristal (nas versões branca e preta; existiu também uma Cristal Weiss que durou pouco tempo nomercado) Tuborg 7.2º, Clok (relançada em 2002), Guinness, Tetley's e Kilkenny. Já em 2006, surgiram no mercado a cerveja Super Bock Abadia, a Super Bock Cool e a sidra Decider, a primeira sidra comercializada em larga escala de uma das maiores marcas portuguesas. Houve igualmente o relançamento da marca Marina, um nome com tradição no panorama cervejeiro nacional.
As últimas apostas desta companhia foram a Super Bock Tango, uma cerveja com sabor a groselha, que é também uma novidade em termos de estilo de cerveja em Portugal e a nova família de cervejas sem álcool, inicilamente designadas por Twin. Neste caso, para além da Lager normal, detacam-se a Preta sem álcool e a Pêssego sem álcool. Esta última é um verdadeiro exemplo de inovação, associando uma bebida sem álcool ao crescente mercado das cervejas com sabor. Para além do mais, são produtos com 0% de álcool, facto que merece destaque já que muitas cervejas que se dizem sem álcool têm sempre um percentagem residual que ronda os 0,4-0,5% ABV.
Relativamente a outras marcas, a sua luta continua a ser a criação de produtos suficientemente atractivos, capazes de derrubar esses dois pesos-pesados que são a Sagres e a Super Bock. Um desses primeiros esforços foi feito pelas cervejas Cintra. Após ter lançado um grande empreendimento industrial no Brasil, o empresário Sousa Cintra constituiu a "Drinkin - Companhia de Indústria de Bebidas e Alimentação, S.A.", empresa que visa a produção e comercialização de cervejas e refrigerantes em Portugal. Após a instalação de uma unidade fabril na zona de Santarém, esta firma passou a produzir a Cintra Pilsen, cerveja do tipo pale lager, dourada, fresca e leve. No entanto, as dificuldades em conquistar quota de mercado fizeram com que a administração decidisse vender o negócio que tinha em Portugal à Iberpartners, do empresário Jorge Armindo, conservando, todavia, a marca e produção no Brasil. A nova gerência manteve a marca e os produtos antes comercializados, a saber: a Cintra Pilsen, a Cintra Preta (tipo Munich) e a Cintra Dunkel, tendo entretanto desaparecido a designação Cintra Mulata.
Muito recentemente, mais concretamente no ano 2000, surgiu mais uma marca portuguesa no mercado, a Tagus, fabricada pela Cereuro, em Viseu. Esta empresa faz parte do Grupo Sumol e, para além da Tagus, produz também a Magna e a bem conhecida Grolsch. Tal facto não é de estranhar pois esta firma holandesa possui uma parte do capital da Cereuro e partilhou o know-how cervejeiro com a empresa portuguesa. A Tagus é uma cerveja de puro malte de cevada, apostando na sua qualidade para defrontar os dois gigantes do mercado cervejeiro português: a Sagres e a Super Bock. Já a Magna é uma cerveja escura, ao género de uma Schwarzbier, com sabor a malte torrado, café e caramelo. No ano de 2004 a Cereuro produziu perto de 9,2 milhões de litros de cerveja.
Na
Madeira, a data de maior relevo será
por certo o ano de 1872, altura em que foi constituída, por iniciativa de
Henry
Price Miles, a sociedade "H.P. Miles & Cia., Lda.", que tinha como objectivo a
produção de cervejas e refrigerantes (leia mais
aqui). Passando por altos e baixos, esta empresa
conseguiu subsistir de uma forma independente e isolada, já que só em 1926 viria
a ter concorrência real, dado o surgimento da sociedade "Araújo, Tavares e
Passos, Lda". Contudo, um mercado tão pequeno como era o da ilha da Madeira,
levou a que estas duas empresas se fundissem, acto ao qual também aderiu a
"Leacock Cia, Lda". Deste modo, em 1934 surgiria a "Empresa de Cervejas da
Madeira, Lda", cuja principal unidade industrial se situava na Rua Alferes Veiga
Pestana, no centro do Funchal. Actualmente, a ECM é conhecida pelos
refrigerantes Brisa e pelas cervejas Zarco e
Coral, sendo que esta última marca
veria a luz do dia em 1970. Esta pale lager, hoje também largamente
comercializada no continente e em países como a Austrália, Angola e Inglaterra,
é uma imagem de marca da Madeira. A ECM é também detentora da "Fábrica de
Cervejas e Refrigerantes João de Melo Abreu, Lda", empresa produtora de cervejas
nos
Açores, com produtos como a Melo Abreu Especial e a Melo Abreu Munich.
Actualmente, o mercado nacional é dominado pelos dois grandes fabricantes: a Unicer e a Centralcer, os quais controlam aproximadamente 90% do sector. Possuem diferentes marcas que ocupam os vários segmentos de mercado, desde marcas regionais como a Clok, passando pelas cervejas sem álcool Jansen, Cheers, Twin e Zer0%, cervejas mais populares como a Sagres, Superbock e a Cristal e cervejas de gama mais elevada como a Carlsberg ou a Bohemia. Comercializam também cerveja em barril para consumo imediato em locais de venda. O consumo em Portugal continua a crescer e as empresas, atentas a esse fenómeno, vão lançando novos produtos, capazes de satisfazer os consumidores habituais e trazer para o convívio dos apreciadores desta bebida aqueles a quem uma cerveja clássica não satisfaz. Exemplo disso é o surgimento de estilos de cerveja diferentes daqueles a que estamos habituados, nomeadamente a Sagres Bohemia, a Cristal Weiss ou a Cintra Mulata, entre outras.
Algumas
outras marcas estão, com certeza, no imaginário de muitos portugueses. Falar na
Laurentina, na Cuca ou na 2M não deixa de
avivar a memória aos milhares de
portugueses que passaram por
África sendo que, ainda hoje em dia alguns me
confidenciam, não havia cerveja que se comparasse à Cuca ou à Laurentina,
consoante tivessem vivido em Angola ou
Moçambique. A Laurentina, antigamente
produzida pela Fábrica de Cerveja Reunidas, é hoje fabricada pela Cervejas de
Moçambique (SABMiller), que produz também a Laurentina Preta, a 2M e a Manica.
Pela minha parte, recordo-me bem da Sagres Europa, da Bohemia (não confundir com
a actual Sagres Bohemia) e da Topázio, por exemplo. Se tiver alguma marca que
aqui não esteja e da qual queira partilhar a sua história ou as suas
experiências,
CONTACTE-NOS.
