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a cerveja e o álcool durante a gravidez

Durante a gravidez, a cerveja tem um efeito na mulher muito similar ao que teria se esta não estivesse grávida. O mesmo já não se pode dizer relativamente ao feto. De facto, as bebidas alcoólicas não são prejudiciais ao bebé, desde que ingeridas em quantidades muito pequenas e não saindo muito da gama das cervejas e vinhos. Bebidas mais fortes como aguardentes, vodkas, whiskies e outras são totalmente desaconselháveis. Não nos podemos esquecer que quando uma mulher grávida ingere bebidas com álcool, grande parte deste entra na corrente sanguínea, pelo que também rapidamente chegará ao feto através da placenta. Deste modo, se uma mulher grávida se encontra alcoolizada, obrigatoriamente o seu feto também o estará!

É do conhecimento geral que quando uma mulher ingere bebidas alcoólicas com regularidade durante o período de gravidez, é bem provável que o bebé nasça mais pequeno do que a média dos outros nascimentos. Se isso pode ou não ser imputado ao consumo de álcool, é algo que não podemos afirmar com total certeza, devido ao facto de grande parte dessas mulheres também fumarem nesse período. E, como se sabe, o tabaco é, também ele, um dos grandes causadores de partos prematuros e de bebés com pesos abaixo da média. Curiosamente, são as grávidas com maior nível educacional e de idade superior à média que tendem a beber mais durante a gestação, por oposição ao hábito de fumar, que é mais comum em grávidas jovens e com baixo nível de escolaridade. Estudos revelam que em mulheres que fumam durante o período de gravidez e que consomem mais de 12 copos de bebidas alcoólicas por semana, é provável que o peso da criança à nascença seja inferior em 7% ao de crianças provenientes de mães que não fumam nem ingerem álcool. Foi igualmente descoberta uma forte relação entre o elevado consumo de bebidas alcoólicas durante a gravidez e situações de hiperactividade em crianças com 5 e 6 anos de idade.

Analisando o que atrás ficou dito, impõe-se agora uma pergunta: Quanto é que se pode beber durante a gravidez? Infelizmente, a resposta não é imediata e pode variar de caso para caso. Assim sendo, e como subsistem dúvidas na comunidade científica, é comum o médico que acompanha a mãe informá-la que se deve abster por completo de tomar bebidas alcoólicas. De facto, o consumo de álcool durante a gravidez pode causar defeitos congênitos. Os filhos de mulheres que consomem quantidades excessivas de álcool podem apresentar a síndrome do alcoolismo fetal. Eles são pequenos, frequentemente com microcefalia (cabeça pequena), podem apresentar anomalias faciais e deficiência mental limítrofe. Menos comummente, surgem certas anomalias articulares e defeitos cardíacos. Para além do mais, os bebés não se desenvolvem normalmente e apresentam maior probabilidade de morrer logo após o nascimento. Deste modo e como já mencionámos, como a quantidade de álcool necessária para causar esta síndrome é desconhecida, as mulheres grávidas são aconselhadas a absterem-se do consumo de bebidas alcoólicas.

Passado o período da gravidez, segue-se, habitualmente, o período da amamentação. E, também nesta fase, o álcool tem os seus efeitos, já que a sua concentração no leite é tão elevada como a concentração de álcool que a mãe tiver nesse momento no sangue. Em consequência, também nesta fase se deve moderar o consumo de bebidas alcoólicas. Curiosamente, a cerveja pode ter neste período um papel importante. Sabendo-se que na fase de aleitamento as mulheres são aconselhadas a beber mais líquidos, por forma a produzir uma maior quantidade de leite, é-lhes, por vezes, indicado que bebam um copo de cerveja preta por dia. De facto, não só esta cerveja fornece uma quantidade extra de água, mas funciona também como uma fonte importante de vitamina B. Para além do mais, a pequena quantidade de álcool presente na cerveja tem um efeito calmante e sabe-se que este aspecto é bastante importante para uma adequada produção de leite. Deve-se, portanto, optar por uma cerveja escura com um baixo teor de álcool.

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