As lager
As Lager são o tipo de cerveja mais comum, quer em Portugal, quer no resto do mundo. Tal não que dizer que sejam o melhor estilo: isso depende muito do gosto de cada pessoa e da facilidade com que se tem acesso a outros tipos de cerveja. Analisando o que se passa no nosso país, verificamos que cerca de 75% das cervejas à venda são do estilo Lager e que estas representam, aproximadamente, 90% do total de vendas. De facto, Lager era o termo usado para descrever cervejas de fermentação em baixo, quer alemãs, quer checas, apesar destas últimas serem mais conhecidas por Pilsener. A palavra deriva do alemão lagern que significa algo como armazenar. Este termo referia-se ao hábito que se tinha de armazenar este tipo de cervejas em locais onde a temperatura era muito baixa e isto por longos períodos de tempo, antes de se passar à fase de consumo propriamente dita.
As suas origens remontam à Baviera do século XIX, local onde os mestres cervejeiros tinham por hábito guardar os seus produtos em caves muito frias de modo a lhe darem uma certa maturação. Esses produtos, as Lagerbier, eram o resultado de anos de desenvolvimento de técnicas de refrigeração e de utilização de um fermento especial. A principal diferença desse fermento para o que se utilizava no resto da Europa residia no facto de o seu depósito ficar no fundo após a fermentação, ao contrário das Ale, cujo resíduo subia ao topo.
O desenvolvimento das Lager teve um grande impulso entre os anos de 1820 a 1830, altura em que Gabriel Sedlmayr II the Younger, familiar dos donos da Cervejeira Spaten, viajou pela Europa à procura de técnicas que lhe permitissem desenvolver os seus dotes de cervejeiro. Ao regressar dessa viagem, ele usou os seus novos conhecimentos para criar uma Lager mais consistente e estável. Apesar disso, as Lager desse período ainda eram bem diferentes do produto que conhecemos hoje em dia, muito por causa da água de Munique, que fazia com que as cervejas ficassem escuras e "pesadas". Não restem no entanto dúvidas que os progressos de Sedlmayr foram importantíssimos e tal facto é facilmente perceptível ao verificarmos que a receita que ele desenvolveu se espalhou rapidamente por toda a Europa. Como exemplo, refira-se que o seu amigo Anton Dreher utilizou a nova técnica para melhorar a cerveja Vienense, já que a água da capital austríaca permitia o uso de um malte mais suave, o que dava à cerveja uma característica cor âmbar-vermelha.
A nova receita também chegou à Boémia, onde a técnica foi aperfeiçoada. No ano de 1842, na cidade de Plzen, Josef Groll, jovem originário da Baviera, utilizou um malte diferente do habitual que, em combinação com a água muito leve da localidade, deu origem a uma cerveja cor de ouro e muito clara. Esta experiência daria origem à Pilsener ou Pilsner, estilo que rapidamente se espalhou com grande sucesso pela Europa. Actualmente, a Pilsener é uma cerveja clara, com um volume pronunciado de gás, sabor a lúpulo e uma percentagem de álcool que varia entre 3 a 6%. A Pilsner Urquell (Pilsener Original) é o exemplo típico de uma cerveja Pilsener. A maior parte das Lager actuais baseiam-se neste estilo, apesar de terem perdido muito da sua característica acidez.

De um modo mais específico, podemos pois considerar os seguintes tipos (clique nas imagens se quiser ver as fotos em tamanho maior):
American Dark Lager/All-Malt
Lager - Dois estilos muito próximos, caracterizados por
uma cor escura proveniente da junção de malte e por vezes de caramelo, sendo
que, em princípio, as All-Malt apenas utilizam malte na sua concepção, enquanto
que as Dark Lager podem ter a junção de outros cereais. São cervejas leves e com
bastante gás, algo doces, com
pouco carácter, sabor a malte e a caramelo e, curiosamente, aproximam-se mais
das lagers mais claras do que dos estilos de lagers escuras. A experimentar:
Saranac Seasons Best Nut Brown Lager;
Lowenbrau Dark;
Brooklyn Lager.
American Macro Lager - Leves, claras, gaseificadas e aguadas, as lagers
americanas de grande consumo surgiram aquando da criação das grandes empresas
cervejeiras, logo após o fim da Proibição. Não muito amargas, médio-baixo teor
de álcool, pouco sabor e aroma! Aqui, o mais importante é a produção em grande
massa, cortando-se em cereais nobres como a cevada, malte e lúpulo e abusando-se
do milho e do arroz. Pelo menos, o produto final é barato, apesar da qualidade
do mesmo deixar muito a desejar. A experimentar:
Miller High Life;
Pabst Blue
Ribbon;
Molson
Canadian Lager.
Bock - As origens da Bock encontram-se envoltas em grandes
dúvidas. Uma das justificações que se encontrou para o surgimento deste
estilo, prende-se com as prácticas ancestrais dos mosteiros medievais
germânicos, locais onde se
produzia uma cerveja forte e nutritiva que ajudava os
monges a suportar os períodos de jejum, já que durante essas
épocas apenas seria
proibido ingerir comida sólida. Relativamente ao nome, alguns teóricos acreditam
que a palvra Bock é apenas a abreviatura de Einbeck, donde teria surgido Beck e,
mais tarde, Bock. Outros preferem optar por uma explicação mais mitológica e
antiga, referindo que certos povos, procurando o auxílio e a protecção dos
deuses, produziam a sua cerveja apenas durante o signo do Capricórnio, um género
de cabra. Ora como cabra em alemão se diz Bock.... Deixamos ao seu critério qual
a explicação que melhor assenta a este tipo de cerveja. Quanto à cerveja na
actualidade, é substancialmente mais forte do que uma lager, mais robusta, com
uma maior presença de malte e mais escura, podendo chegar a tonalidades
castanhas. O volume de álcool varia entre 5,5% e 7,5%, sendo que o grande
destaque vai para a sua suavidade, transmitida não só pelo malte como também
pelo facto de estagiar alguns meses antes de ser consumida. A experimentar:
Utrechts Bok;
Chouffe Bok 666;
Brasal Bock.
Bohemian Pilsner - A origem deste tipo de cerveja é de simples percepção se
atendermos ao seu nome. De facto, a velha cidade de
Plzen (ou Pilsen) na actual
República Checa, é o berço desta cerveja suave e fresca. As Pilsener (ou
Pilsner, ambas as designações estão correctas) foram inicialmente elaboradas por
guildas de produtores de cerveja daquela cidade da Boémia, isto por volta do ano
de 1840. Actualmente, caracterizam-se por ter uma cor amarela clara a
dourada, bastante límpida, algo amarga devido ao intenso uso de lúpulo e com
aroma e sabor algo frutados ou mesmo florais. Secas no palato e extremamente
refrescantes, têm um volume de álcool que varia entre os 4,5 e os 5,5%.
É, sem dúvida, um dos
estilos mais conhecidos e consumidos do mundo. A experimentar:
Pilsner Urquell;
Budweiser
Budvar;
Starobrno.
California Common/Steam Beer - Este tipo de lager 100% americana é, em geral, produzida
com um tipo especial de fermento que consegue
melhores resultados a temperaturas
mais mornas do que o habitual para uma lager. Esse método teve origem no século
XIX, na Califórnia, onde a refrigeração ainda era um luxo. Deste modo, os
agricultores utilizavam fermento típico de lagers mas a uma temperatura mais
própria para ales, o que lhe dá um carácter singular, com a sua leveza
característica das lagers e um paladar a frutas a tender para as ale. A Anchor
Brewing Co. registou o termo Steam Beer, pelo que, em geral, todas as outras marcas são
referidas como California Common. A experimentar:
Anchor
Steam Beer;
Park City Steamer;
New England Atlantic Amber.
Classic German Pilsner/Pils - As pilsner de origem alemã dividem-se em dois grandes
grupos: as do norte e as do sul. Os exemplares sulistas estão próximas das
pilsner da Boémia, com alto teor de lúpulo alemão e pouco presença de malte. Já
os exemplares do norte são mais leves e secos, sendo algo semelhantes a uma pale
lager. No geral, são cervejas amarelo-claro, transparentes, espuma branca e
pouco persistente, com sabor a lúpulo e, por vezes, a frutos e ervas. A
experimentar:
Stoudt's Pils;
Rothaus Pils Tannen Zapfle;
Wurzburger Hofbrau Premium Pilsner.
Doppelbock -
Também
conhecidas por Double Bock, são
uma subcategoria das Bock, mais fortes e ricas, caracterizadas por um
intenso
sabor a malte, que lhes dá um aroma e sabor algo adocicados, sendo esse factor
contrabalançado com o uso de lúpulo para lhes dar um toque final azedo. A cor
pode variar do âmbar até ao castanho-escuro e o nível de álcool é, em geral,
elevado, variando entre os 7-8%. As Doppelbock tiveram origem no mosteiro
Paulaner, em Munique, como forma de complemento para as refeições dos monges. A
maior parte dos exemplos Bávaros deste tipo de cerveja acabam no sufixo -ator,
em referência à primeira cerveja do género posta a circular comercialmente, a
Salvator, produzida pelos monges Paulaner. A experimentar:
Ayinger Celebrator Doppelbock;
Fish Tale Detonator Doppelbock;
Augustiner Maximator.
Dortmunder/Helles - Estes dois estilos estão bastante relacionados e
próximos,
sendo que o primeiro é originário da região de Dortmund, enquanto o último é da
Baviera. Ambos são ligeiramente mais fortes do que uma tradicional lager
(5,0%-5,6% ABV), têm boa presença de malte e, os melhores exemplos, destacam-se
por evidenciarem um sabor a biscoitos, devido ao malte utilizado. São cervejas
leves e de fácil ingestão, apesar de algumas Dortmunder da Dinamarca e Holanda
serem mais encorpadas e alcoólicas. O carácter amargo é muito similar
ao das
Pilsner alemãs, aromático e seco. A experimentar:
Great Lakes Dortmunder Gold;
Burgerbrau Wolnzacher Hell Naturtrub;
Aqula Helles.
Dunkel - Estilo típico da Baviera, mais propriamente da região de
Munique, são cervejas suaves, ricas e complexas. Têm cor que vai do cobre até ao
castanho-escuro, sabor e aroma algo doces, próximo do chocolate, característica
que lhes é conferida pelo malte. O teor amargo é médio-baixo, mas o suficiente
para contrabalançar com o doce do malte. O lúpulo utilizado costuma ser de
origem alemã e de boa qualidade, como o comprovam as espécies habitualmente
usadas: o Hallertau e o Tetnang. O volume alcoólico varia entre 4% e 6%. A
experimentar:
Ayinger Altbairisch Dunkel;
Aldersbacher Kloster Dunkel;
Altenmunster Jubelbier Dunkel Spezial (Jubel).
Eisbock - Este é o
tipo mais forte de Bock. É obtido através da redução da temperatura de uma
cerveja do tipo doppelbock até esta começar a formar gelo. Por essa altura,
remove-se o gelo e o resultado é uma cerveja com uma concentração mais alta de
álcool. Esta técnica reflecte-se também no sabor, mais concentrado e rico em
malte, o que lhe dá uma certa doçura, necessária para equilibrar com o acentuado
teor de álcool, que chega a ascender aos 8%. A cor pode variar entre o
castanho-avermelhado e o preto. A experimentar:
Kuhnhenn
Raspberry Eisbock;
Aventinus Eisbock;
Castle Eggenberg Urbock Dunkel Eisbock.
European Strong Lager - A maior parte das cervejeiras do mundo
produz uma cerveja
mais forte e alcoólica, baseada na sua lager normal. O efeito pretendido é
obtido através do aumento da quantidade de malte utilizado e do álcool, o que,
por outro lado, reduz a presença do lúpulo no aroma e no sabor. São facilmente
distinguidas das Malt Liquors pois estas são apenas elaboradas com malte, o que
lhes dá um toque mais acentuado a este cereal. As European Strong Lager são
bastante comuns e é um estilo que se encontra em franco crescimento. A
experimentar:
Carlsberg Elephant;
Clipper City Heavy Seas Small Craft Warning;
Tuborg
Royal Danish Strong Beer (engarrafada pela Unicer sob licença da Tuborg).
Japanese Rice Lagers - Similar a muitas Macro Lagers, devido à redução na
utilização de cereais nobres em favor do arroz e, apesar disso, não o suficiente
para serem consideradas Happoshu, estas cervejas são amarelo-claro, algo amargas
devido ao lúpulo, aguadas e com um fim seco. Em geral são baratas e de baixa
qualidade. Independentemente desse facto, acompanham bem refeições picantes e
muito condimentadas. A experimentar:
Asahi Super Dry;
Sapporo Premium Beer;
Suntory.
Landbier/Zwickel/Keller -
Três estilos bastante relacionados, raros, antigos, únicos
e típicos da Alemanha. As Kellerbiers são cervejas não filtradas e não
pasteurizadas, utilizando técnicas de produção que se
mantêm desde a Idade
Média. O produto final é suave, naturalmente opaco e com alto teor de vitaminas,
fruto dos fermentos presentes na sua elaboração. O sabor amargo transmitido pelo
lúpulo pode ser elevado, sendo talvez essa a grande diferença para as Zwickel
Bier, que são mais suaves e têm um sabor menos pronunciado. Quanto às Landbier,
a sua maior qualidade é um sabor a malte mais profundo, apesar de também sofrer
da falta de gás característica dos dois estilos atrás referidos. É de realçar
que o gás destas cervejas é natural, surgindo durante o processo de fermentação.
Finamente, acrescente-se que as Landbier podem ser filtradas. Em qualquer um dos
estilos, o teor alcoólico não é muito elevado variando entre os 4% e os 7% ABV.
A experimentar:
Griess Kellerbier;
Fursten Zwickel;
Echt Veldensteiner Landbier.
Malt Liquor - Um estilo não muito bem visto pelos apreciadores, as Malt
Liquor, tipicamente americanas, são lagers mais fortes e com mais álcool. Têm
cor palha, por vezes âmbar, sabor aguado e sem carácter, muito por causa da
utilização de açucar, arroz e milho em detrimento do malte. O lúpulo raramente é
utilizado e, quando o é, serve apenas para equilibrar o aroma e sabor da
cerveja. Tal facto resulta em cervejas extremamente fortes - em termos de
álcool, entenda-se - com percentagens que variam entre os 6% e os 9% ABV. A
experimentar:
Molson
XXX;
Colt 45;
Olde English 800.
Pale Lager - Estamos perante o estilo mais mal-amado dos conhecedores
de cerveja e não sem uma certa razão! As Pale Lager são o estilo de cerveja mais
popular e consumido no mundo, sendo que a maior parte das cervejas deste tipo se
baseiam nos três exemplos clássicos deste género: a Carlsberg, a Heineken e a
Budweiser. A sua cor é, habitualmente, amarela clara e muito transparente, com
alto teor de
gás e uma percentagem de álcool que varia entre
os 4% e os 6%. A
presença de malte ou cevada é quase nula quer no aroma, quer no sabor, havendo
algumas notas de lúpulo que lhe dão o característico sabor amargo e por vezes,
também de milho. Estas cervejas são feitas para agradar a um número máximo de
consumidores e por isso tentam não ter sabores muito intensos. A sua produção é
industrial e por isso é usual encontrarmos alguma artificialidade em certos
produtos, muito aguados e sem características que os diferenciem de centenas de
outras Pale Lagers que se produzem por esse mundo fora. Se quiser experimentar
este estilo não é preciso ir muito longe: a Sagres e a Super Bock fazem parte
deste lote de cervejas. Felizmente e, na minha opinião, que confesso poder ser
parcial devido a ser português, são das melhores cervejas que bebi dentro do
género: frescas, leves e suficientemente saborosas para acompanhar uma refeição,
uns salgados ou simplesmente para serem bebidas quando estamos na praia, na
esplanada ou quando saimos à noite. A experimentar:
Summerfest;
O.K. Beer;
Sagres;
Super
Bock.
Pilsner -
A definição do estilo pilsener encontra grande campo de
debate entre os conhecedores de cerveja. Aqui caem todas aquelas marcas que não
podem ser consideradas pilseners da Boémia ou pilseners germânicas clássicas.
Geralmente, referem-se a lagers pálidas, amarelas e com presença de lúpulo quer
no aroma, quer no sabor. O teor alcoólico varia entre 4,0% e 5,5%. Muitas
vezes são designadas pela abreviatura Pils. A experimentar:
Wiibroe Pilsner Helsingor;
Tuppers Hop Pocket Pils;
Christoffel Blond.
Premium Lager -
As Premium Lager situam-se entre as Pale Lager
comerciais
e as Pilsener. Sendo esta diferença muito ténue, é habitual certas cervejas
auto-intitularem-se Premium Lagers mas, de facto, não o serem. As que o são, têm
cor dourada ou mesmo acobreada e possuem um forte carácter dado pelo malte e
pelo lúpulo. O álcool costuma variar entre 4,5% e 5,5% e têm menos gás do que
uma pale lager ou do que uma pilsener germânica clássica. É, em geral, um
produto típico de pequenas industrias cervejeiras ou mesmo de pubs e bares que
produzem as sua próprias bebidas. A experimentar:
Spaten
Premium Lager;
Boulevard Bobs 47 Munich-Style Lager;
Creemore Springs Premium Lager.
Rauchbier - Estilo com bastantes tradições na Alemanha, as suas
origens remontam ao início do século XVI, altura em que começaram a ser
produzidos os primeiros exemplares na região de Bamberg. É uma cerveja escura,
com grandes semelhanças com as Oktoberfest/Marzen. Essa tonalidade é-lhe
transmitida pelo malte, que sofre um processo de transformação ao ser colocado
junto a lareiras para ficar com um sabor fumado (rauch é a palavra alemã para
fumado). O uso deste ingrediente dá um sabor muito característico à cerveja,
semelhante a carne fumada e com notas de especiarias. O volume de álcool varia
entre os 4% e os 7%. A experimentar:
Aecht Schelenkerla Rauchbier Marzen;
Triumph Rauchbier;
Spezial Rauchbier Lager.
Schwarzbier -
Esta palavra significa em alemão cerveja preta.
Simplesmente. Não tem nenhuma conotação com a cerveja ser encorpada, leve ou
complexa, apesar da tendência ser para exemplares que não dependem tanto do
malte como as Stout e as Porter, havendo portanto lugar ao aparecimento do sabor
do lúpulo, o que lhes dá um certo carácter amargo, não presente nos outros dois
estilos referidos. São uma excelente escolha para os dias frios, já que são
cervejas suficientemente complexas, saborosas e encorpadas para aquecer qualquer
alma e isto sem o carácter pujante e por vezes sobredimensionado presente nas
Porter e nas Stouts. A experimentar:
Sprecher Black Bavarian;
Herold Cerny Lezak;
Kulmbacher Monchshof Shwarzbier.
Smoked - As Smoked clássicas são provenientes de Bamberg, na
Alemanha. São feitas usando malte previamente fumado, o que dá as cervejas um
carácter muito robusto e distinto. Esta técnica é também usada para a produção
de outros tipos de cerveja, como algumas Scotch Ales e Porters. No entanto, o
estilo que com este mais se assemelha talvez seja o das Rauchbier, que também
utiliza malte fumado e que é igualmente proveniente da cidade de Bamberg. A
experimentar:
Alaskan Smoked Porter;
Aecht
Schlenkerla Fastenbier;
Bièropholie
Calumet.
Vienna - Deve o seu nome à capital da Áustria, Viena, cidade de
origem deste tipo de cerveja. É uma bebida leve, com sabor e aroma a malte,
bastante próxima das Marzen e das Oktoberfest. Apesar da sua origem
alemã/austríaca, é, hoje em dia, quase uma raridade encontrar este estilo de
cerveja à venda em grandes quantidades. Curiosamente, alguns dos exemplos mais
característicos são oriundos do México: a Dos Equis e a Negra Modelo. A
experimentar:
Schell FireBrick;
Svaneke Bryghus Byens;
Capital Winter Skal.

